terça-feira, 18 de junho de 2019

Jonathan Frakes conclui a direção dos dois primeiros episódios de Star Trek: Picard



Jonathan Frakes anunciou hoje no twitter que acabou de concluir a direção dos dois primeiros episódios de Star Trek: Picard. Ao mesmo tempo, foi divulgada o perfil oficial do programa nesta rede social: @TrekPicard

O diretor foi escalado para dirigir as duas primeiras horas da nova série, isto é, os dois primeiros episódios, que deverão ser apresentados como um episódio duplo em duas partes.

Frakes é um dos atores/diretores do universo de Star Trek mais envolvidos com a franquia, tendo participado em todas as suas encarnações desde A Nova Geração, além de dirigir dois filmes baseados nesta série. 

Ou seja, o cara tem um currículo invejável, o que nos deixa certos de que as duas primeiras horas de Star Trek: Picard serão como um sonho realizado.



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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Star Trek Busts: Janeway | Unboxing e história da personagem [Colecionador Trekker #3]

"Star Trek: Picard Official Collector's Edition" em pré-venda na Amazon



Uau! Os caras não perdem tempo! 

Já se encontra em pré-venda na Amazon, mesmo sem sequer haver ainda uma data de estreia para Star Trek: Picard, a "Official Collector's Edition" da série, contendo um guia de bastidores. Vale lembrar que, no Brasil, a série será exibida pelo Prime Video, da Amazon.

Aparentemente, será uma edição luxuosa, pois o livro virá no formato capa dura. 

Na descrição do produto no site da Amazon, constam poucas informações além de uma imagem provisória da capa, do peso estimado do livro (567 gramas), além do ISBN e de uma data de lançamento: 19 de novembro de 2019! 

Mas isso já nos dá uma dica preciosa: em torno de 5 meses possivelmente Star Trek: Picard já terá ido ao ar o estará estreando. 

A editora é a Titan Magazines, que já publicou mais de 200 títulos relacionados a Star Trek. 

O valor do livro é R$ 76,03.

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sexta-feira, 14 de junho de 2019

William Shatner defende filme de Tarantino e questiona os fãs



Na medida em que a cada dia se torna cada mais plausível que o próximo filme de Star Trek seja dirigido pelo aclamado diretor Quentin Tarantino, personalidades ligadas à franquia começam a se envolver na polêmica em torno da produção.

William Shatner, que interpretou o capitão Kirk original e já manifestou disposição em atuar no filme, respondeu a um fã no twitter o que pensa sobre a eventual utilização de palavrões no Star Trek de Tarantino:

"Por quê as pessoas estão se enfurecendo com isso? Em minha visão Star Trek: Discovery usou palavrões em alguns episódios. Por quê as pessoas não estão derretendo com isso?"

Próximo à estreia de "Once Upon a Time in Hollywood", seu último longa, Tarantino voltou a falar no projeto que vem sendo amadurecido desde 2017, confirmando que o roteiro já foi finalizado:

"Já há um roteiro pronto, preciso analisá-lo, mas ainda não fiz isso"

Tarantino possivelmente não teve tempo de ler o material por conta da finalização de "Once Upon a Time in Hollywood". O roteiro é baseado numa ideia do próprio diretor, escrito por Mark L. Smith. 

Igualmente, Tarantino confirmou que a classificação do filme, caso venha de fato a dirigi-lo, será para maiores, como costuma acontecer com suas produções:

"Sim! É um filme +18, se eu dirigi-lo será +18."

A expectativa deste blog é grande, pois, por um lado Tarantino é um diretor genial, trekker de carteirinha, e por outro, Star Trek merece receber outros olhares, outras perspectivas, já que se trata de um rico material para qualquer cineasta.

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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Marritza e a banalidade do mal | Star Trek: Deep Space Nine e Hannah Arendt





Marrizta era um simples arquivista ou cometeu o crime de genocídio?



Nesse vídeo analiso o episódio "Duet" (DS9, T1E19) a partir do trabalho de Hannah Arendt "Eichmann em Jerusalém: um relato da banalidade do mal", o que não me isenta de criticar as categorias utilizadas pela autora. É um vídeo de viés acadêmico, comprovando que Star Trek sempre traz sentidos muito além da aparência.


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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Marritza e a banalidade do mal: Star Trek Deep Space Nine e Hannah Arendt





“Duet” é o 19º episódio da primeira temporada de Deep Space Nine. Muitas pessoas não gostam dessa temporada, dizem que a série engrena mesmo depois da terceira. Eu não não concordo com isso, pois gosto bastante da primeira temporada, sobretudo pelo impacto que ela causa por ser tão diferente do que estávamos acostumados na série original e em TNG. O episódio foi ao ar pela primeira vez em 13 de junho de 1993, portanto, há exatos 26 anos. 

Antes de iniciar a análise do episódio eu preciso fazer um alerta ao leitor. Se tu gostas de Star Trek fechado em si mesmo - o que não tem o menor problema - esse texto possivelmente não vai te interessar. 

Meu objetivo é relacionar o episódio em questão com alguns fatos históricos do século 20, mais precisamente ao nazismo e aos crimes de guerra dos oficiais nazistas, que na minha visão estão muito presentes no episódio. Então, o texto será dividido em duas partes: na primeira traçarei o contexto histórico sobre o qual quero relacionar o episódio - juntamente à crítica da categoria de totalitarismo de Hannah Arendt - e em seguida, na segunda parte, falarei do episódio em si, articulando com o que expus na primeira parte. Então se tu não curtes esse tipo de análise, é hora de dar uma navegada pelo blog e procurar outro texto: eu te garanto, tem muita coisa interessante aqui. 

Eichmann, seu julgamento e Hannah Arendt

O episódio “Duet” tem tudo a ver com o contexto do pós-guerra, referindo-me à Segunda Guerra Mundial, pois ele trata de um criminoso de guerra cardassiano que se aproxima muito da figura de Adolf Eichmann, um burocrata nazista que coordenava a logística de envio de judeus para os campos de concentração.

Eichmann conseguiu escapar para a Argentina após o fim da guerra porém foi capturado em uma operação do Mossad, o serviço secreto israelense, e levado a julgamento em Jerusalém, onde foi condenado e executado na forca.

O relato mais importante dessa história foi feito pela filósofa liberal Hannah Arendt, que foi contratada pela revista New Yorker para cobrir o julgamento entre 1961 e 1962, período que este durou. Eu preciso dizer antes que discordo quase integralmente das obras de Hannah Arendt, sobretudo nas categorias de totalitarismo e de banalidade do mal. 

E por quê discordo de Arendt? 

Porque ela tenta nos fazer crer que os crimes cometidos pelos nazistas apresentam um grau singular de ineditismo, quando na verdade o Terceiro Reich não pode ser entendido sem a tradição colonial do ocidente e sobretudo sobre o modelo colonial dos Estados Unidos, que criou o Estado racial (forma de Estado segregacionista, com leis diferentes para etnias diferentes), o genocídio (no caso os indígenas, que eram deportados, colocados em reservas ou exterminados, a chamada Marcha para o Oeste, que no caso dos Alemães foi o Leste europeu, a germanização dos territórios eslavos) e o uso da eugenia (esterilização de grupos sociais indesejados para “purificação da raça”), que foi criada na Inglaterra por Francis Galton mas prosperou nos Estados Unidos. 

Em Mein Kampf, a bíblia do nazismo escrita por Hitler, encontramos grandes elogios aos Estados Unidos, da mesma forma que outro ideólogo do nazismo, Alfred Rosenberg, elogiava os Estados Unidos como “esplêndido país do futuro”. 

Os campos de concentração existiram tanto nos Estados Unidos para pessoas de origem japonesa - George Takei foi internado em um com sua família - como na África, construídos pelos ingleses, onde milhões de africanos foram torturados e dizimados. 

Para se ter uma ideia, um dos termos centrais da ideologia nazista, “untermensch”, foi cunhado nos Estados Unidos em um livro chamado “A ameaça dos sub-homens”, o termo original “underman”, cunhado por Lothrop Stoddard. O livro foi prontamente traduzido para o alemão e influenciou diretamente aqueles que viriam a ser os dirigentes nazistas. Ou seja, não há ineditismo nos crimes nazistas, embora terríveis. A tentativa de Arendt em nos convencer disto reside unicamente no fato de que Hitler quis implantar seu império escravista e colonial no próprio território da Europa. Por isso a categoria de totalitarismo é vazia, pois se o Estado alemão era totalitarista, Estados Unidos e Inglaterra também o foram em algum momento da história. Fora o absurdo de colocar a União Soviética no mesmo balaio, que não entrarei na questão agora para não me alongar muito. 

A expectativa da cobertura do julgamento e da descrição da figura, evidentemente monstruosa de Eichmann, por parte de Arendt, que era judia, decepcionou muita gente, pois esperava-se que ela de fato retratasse Adolf Eichmann como um monstro sanguinário, pelo fato dele ter organizado a morte de milhares de pessoas durante a guerra.

Contudo, Arendt, ao longo do julgamento e ao acompanhar os depoimentos de Eichmann, chegou a conclusão de que ele era um homem normal, “assustadoramente normal”, em suas palavras, mediano, um tenente-coronel da SS, que tinha a lealdade ao seu país e às leis do seu país, acima de tudo, acima de todos. O lema da SS, organização paramilitar nazista, comandada por Heinrich Himmler, um dos arquitetos da “solução final” para a questão judaica, ou seja, o extermínio dos judeus, era, justamente, “minha honra é minha lealdade”. Era um cidadão exemplar no contexto da Alemanha nazista, era um cumpridor fiel das leis. 

Em resumo, Eichmann não conseguia ver nada de errado, embora fosse uma figura normal, em enviar os judeus para a morte, pois esta era a lei em vigor na Alemanha nazista. Ele somente transportava judeus, não se sentia responsável por suas mortes. É precisamente isto que Arendt chama de “banalidade do mal”, em seu relato sobre o julgamento feito para a revista New Yorker e publicado como livro sob o título “Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal”. Adolf Eichmann era um burocrata, um operador de logística, que tentava fazer seu trabalho da melhor forma possível, batendo metas, tornando mais eficiente a catalogação dos judeus e seu transporte para os campos de concentração onde seriam exterminados. Era uma espécie de nulidade, sempre pronto a receber e cumprir ordens. No entanto, essa figura do administrador dos povos a serem escravizados ou exterminados não foi criação dos nazistas, daí a fragilidade da categoria de “banalidade do mal”.

Marritza e a banalidade do mal de Hannah Arendt

Traçado esse panorama do contexto histórico a respeito da ideologia nazista e de Adolf Eichmann, eu chego no episódio “Duet” propriamente dito e nas suas relações com tudo isso. 

O episódio foi baseado num romance escrito no final dos anos 60 por Robert Shaw, que é mais conhecido por ter feito um papel no filme Tubarão. Os direitos do livro foram vendidos e ele foi adaptado para um peça de teatro que fez enorme sucesso na Broadway no final da década de 60, chamada “The Man in the Glass Booth” (a tradução seria O Homem na Cabine de Vidro), que remete diretamente à imagem de Eichmann vista durante seu julgamento, dentro de uma cabine para sua proteção. 

A história, em resumo, contava a prisão de um homem em Nova York, que foi preso e levado à julgamento por crimes de guerra na Segunda Guerra Mundial em Jerusalém. A partir desse plot, que é muito semelhante à história real de Eichmann, duas autoras, que já tinham escrito outros episódios de Star Trek, elaboraram uma ideia que foi roteirizada pelo Peter Allan Fields, que tem no currículo como roteirista nada mais nada menos do que The Inner Light (TNG) e In the Pale Moonlight (DS9).

Muito já se falou a respeito da opressão cardassiana sobre Bajor remeter à dicotomia nazistas/judeus durante a 2ª Guerra Mundial. No episódio 19 da 1ª temporada de Deep Space Nine, a analogia faz todo o sentido. Em "Duet", o cardassiano Aamin Marritza chega à estação necessitando de cuidados médicos, portador de uma doença chamada Kalla-Nohra, adquirida após um acidente no campo de trabalhos forçados para bajorianos de Gallitep. Marritza afirma ter atuado no campo como um simples arquivista, portanto, um burocrata, à semelhança de Adolf Eichmann, sem maiores implicações, em sua visão, na violência praticada contra os bajorianos. Em Gallitep, os oficiais cardassianos cometeram toda sorte de atrocidades contra os bajorianos confinados, que morriam assassinados ou vitimados pela fome e pela doença.

Após ser detido para averiguações, já que Kira exige que Marritza seja julgado como criminoso de guerra por sua atuação no campo de Gallitep, o cardassiano confessa que na verdade se trata de Gul Darhe'el, o oficial responsável pelo campo, logo, culpado pela tortura e morte de milhares de bajorianos. Nesse meio tempo, Sisko e Odo investigam com a ajuda de Gul Dukat se a informação procede, obtendo deste a explicação de que Gul Darhe'el havia morrido alguns anos antes enquanto dormia, semelhantemente a muitos oficiais nazistas que nunca pagaram por seus crimes. Em sua confissão, numa cena antológica, afirma para Kira: "O que você chama de genocídio, eu chamo de dia de trabalho", aproximando-se de maneira evidente ao papel de Eichmann no holocausto judaico.

Contudo, na sequência da investigação, descobre-se que o cardassiano se tratava realmente do arquivista Aamin Marritza, que sentindo-se terrivelmente culpado por sua participação no genocídio bajoriano desejava ser executado como Gul Darhe'el, para que Cardássia fosse responsabilizada, enfim, por seus crimes durante a ocupação de Bajor. Na ficção, um desfecho bastante diferente do acontecido com Eichmann, que, de certa forma, nunca percebeu a magnitude de sua participação no extermínio dos judeus, pois somente cumpria ordens, como um funcionário qualquer.

De semelhante, além do fato de ter presenciado todo o horror de um campo de concentração sem que se insurgisse contra, apenas sua morte, pelas mãos de um bajoriano no promenade. Assim como Eichmann, condenado e enforcado pelos israelenses, em 1º de junho de 1962.


Leituras indicadas:

ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato da banalidade do mal. Disponível em: https://www.academia.edu/33480755/Eichmann_em_Jerusal%C3%A9m_-_Hannah_Arendt.pdf

LOSURDO, Domenico. Para uma crítica à categoria de totalitarismo. Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/critica17-A-losurdo.pdf


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In Dax We Trust

Simbiontes...


terça-feira, 11 de junho de 2019

Crescem as chances de um filme de Star Trek dirigido por Tarantino; classificação será +18



Possível filme de Star Trek dirigido por Tarantino terá classificação +18

As chances de que o próximo filme de Star Trek seja dirigido pelo aclamado diretor Quentin Tarantino são cada vez maiores. Próximo à estreia de "Once Upon a Time in Hollywood", seu último longa, o diretor volta a falar no projeto que vem sendo amadurecido desde 2017.

"Já há um roteiro pronto, preciso analisá-lo, mas ainda não fiz isso"

Conta o diretor, que possivelmente não teve tempo de ler o material por conta da finalização de "Once Upon a Time in Hollywood". O roteiro é baseado numa ideia do próprio Tarantino, escrito por Mark L. Smith. 

Tarantino confirmou que a classificação do filme, caso venha de fato a dirigi-lo, será para maiores, como costuma acontecer com suas produções:

"Sim! É um filme +18, se eu dirigi-lo será +18."

É provável que o filme terá esta classificação devido às cenas violentas - e sangrentas - como só Tarantino sabe fazer. Afinal, nunca vimos sangue em Star Trek, isso se não contarmos o sangue rosa dos klingons em Star Trek VI.

A expectativa deste blog é grande, pois, por um lado Tarantino é um diretor genial, trekker de carteirinha, e por outro, Star Trek merece receber outros olhares, outras perspectivas, já que se trata de um rico material para qualquer cineasta.

Confira os dois #TimeWarp desta semana


Não deixe de conferir nos links abaixo os dois #TimeWarp dessa semana, onde revisito o filme "Star Trek V", que está completando 30 anos e "The Sound of Her Voice", episódio da 6ª temporada de DS9 que ia ao ar 21 anos atrás. Uma vida longa e próspera a todos! 

"The Sound of Her Voice" | Star Trek: Deep Space Nine | T6E25 | Time Warp #13

Os 30 anos de Star Trek V: a Última Fronteira | Time Warp #12


segunda-feira, 3 de junho de 2019

StarCon trará Connor Trinneer (Tucker, de Star Trek: Enterprise) em outubro

O pessoal da StarCon segue em dobra máxima. Depois de terem trazido René Auberjonois (Odo) em 2018 e Doug Jones (Saru) no início deste ano, agora é a vez de desembarcar no Brasil o ator Connor Trinneer, o Trip Tucker, de Star Trek: Enterprise. 

Mais um momento épico para os trekkers brasileiros, sobretudo aqueles que são fãs da série Enterprise. 

De fato, eu não gosto de Enterprise, porém, dentro da série, Tucker é o personagem que considero menos ruinzinho - e que não merecia aquela morte idiota no final. Por isso me encontro num dilema: ir ou não ir, eis a questão.   



quinta-feira, 30 de maio de 2019

O dia em que Damares assistiu Star Trek


Enquanto isso, no ministério...
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Curte Star Trek?
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Uma vida longa e próspera a todos!
Qapla'!
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domingo, 26 de maio de 2019

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Produzir conteúdo de qualidade sobre #StarTrek exige pesquisa e equipamentos adequados.

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Pode ser qualquer valor, mas apoiando o canal com R$ 50 ou mais você terá direito a escolher o tema de um vídeo, dentro do universo de Star Trek, que será dedicado especialmente a você.

Uma vida longa e próspera a todos!
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Veja abaixo o vídeo da campanha:


quinta-feira, 23 de maio de 2019

O primeiro trailer de Star Trek: Picard | O final é apenas o começo




Imagens rurais, Picard está produzindo vinhos. Uma voz em off recita:

Há 15 anos, você nos tirou da escuridão.
Você comandou a maior frota de resgate da história.
Depois... 
O inimaginável.
O que isso lhe custou?
Sua fé?
Sua fé em nós?
Sua fé em você mesmo?
Diga-nos...
Por que deixou a Frota Estelar, almirante?
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O final é apenas o começo

Este é o trailer de Star Trek: Picard. Mais perguntas do que respostas. Mas uma certeza: será lindo.


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Star Trek: Picard vem aí!




SIM! Está acontecendo. Acaba de ser revelado o nome do show que terá Patrick Stewart retomando o nosso capitão Picard. Star Trek: Picard, é claro! A informação vem diretamente do evento anual que a CBS realiza para mostrar sua programação. Confira o teaser: https://www.facebook.com/StarTrek/videos/427910917992378

Uma imagem foi revelada, mostrando Picard em trajes civis com um pequeno detalhe de um oficial da Frota ao fundo.

Nome revelado: Star Trek Picard


Picard é, sem dúvida, o capitão mais legal de todos os tempos em Jornada nas Estrelas. Sua própria série, além de matar a saudade dos fãs, tem tudo para ser incrível. Engage!

A série ainda não tem data de estreia, mas será exibida no Brasil no Amazon Prime Video.

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quarta-feira, 24 de abril de 2019

CBS e Nickelodeon anunciam série teen animada de Star Trek



Há dois meses apareceram os primeiros rumores de uma série animada de Star Trek voltada para o público jovem. Hoje houve a confirmação por parte da CBS e da Nickelodeon que produzirão o show ainda sem nome.

De acordo com os produtores a premissa da série de animação é "um grupo de adolescentes fora da lei que encontram uma nave abandonada da Federação e a usam em busca de aventuras, sentido e salvação".

Ainda não há informação sobre data de estreia ou número de episódios. Fique ligado!

Fonte: trekcore.com

terça-feira, 23 de abril de 2019

Agora é oficial: é dada a largada para a série de Picard



Agora é oficial.

Foram iniciadas as filmagens para a série do capitão Picard, que ainda não possui nome divulgado.

A notícia foi divulgada no instagram por Michael Chabon, produtor executivo do novo show.

A série, ao contrário de Discovery que é filmada em Toronto (Canadá), será rodada na Califórnia.

O episódio piloto de duas horas será dirigido por Hanelle Culpepper, que dirigiu o episódio “Vaulting Ambition” da primeira temporada de Discovery.

Dois episódios da primeira temporada, que terá um total de dez, serão dirigidos por Jonathan Frakes.

A série ainda não tem data de estreia marcada e mostrará Jean-Luc Picard 20 anos após a destruição de Romulus, como visto no filme Star Trek de 2009.

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segunda-feira, 22 de abril de 2019

STAR TREK E ENSINO DE HISTÓRIA: aprendendo sobre nazismo e holocausto com a série



Segue artigo de minha autoria, recentemente publicado na Revista Acadêmica Licencia&acturas.

No trabalho, exponho metologia e base teórica para uso pedagógico do episódio "Padrões de Força", da série original de Star Trek.

O episódio é utilizado na problematização do conteúdo "Nazismo e Holocausto" em aulas para o 9º ano do Ensino Fundamental.

O artigo apresenta também resultados da atividade proposta, através da reprodução de trechos dos trabalhos produzidos pelos estudantes.

É um texto acadêmico, que talvez não interesse ao público em geral, mas acredito que pode ter alguma utilidade para professores de História fãs de Star Trek.

Link para leitura e/ou download do artigo: http://ieduc.org.br/ojs/index.php/licenciaeacturas/article/view/197/160

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domingo, 21 de abril de 2019

Doce Tristeza (Parte 2): o grande final da segunda temporada de Star Trek: Discovery



Eu acho que uma coisa que se pode falar sobre os roteiristas de Discovery é que eles sabem amarrar as pontas e principalmente que eles conseguem dar xeque-mate em cima de xeque-mate sobre os haters. E nesse season finale eles deram o pai de todos os xeque-mates.

E por que isso?

Porque foi um touche duplo.

Em primeiro lugar porque tudo da temporada foi resolvido na parte 2 de Doce Tristeza, e diga-se de passagem que tivemos uma história complexa desenvolvida nessa segunda temporada, envolvendo viagem no tempo e uma infinidade de detalhes como os ba’ul, o Controle, o Anjo Vermelho, Spock, os setes sinais.

Mas foi possível explicar totalmente cada um dos sinais - ponto de partida da temporada - e porque eles foram feitos e de onde eles partiram no tempo e no espaço exatamente.

Em meio a batalha da Discovery e da Enterprise contra o Controle foi o ponto onde o Spock teve o insight e a Burnham percebeu que era a partir daquele momento que ela voltava ao passado para colocar os sinais em pontos estratégicos que fizessem a Discovery obter cada elemento fundamental para concluir a sua missão:

A Reno no asteróide, a salvação de Terralísio que é o porto seguro no futuro, a libertação dos kelpiens do jugo dos ba’ul pra que eles pudessem ajudar na batalha, a localização do cristal do tempo em Boreth e finalmente Xahea pra trazer a Po a bordo pra que ela pudesse carregá-lo.

E em segundo lugar, e isso sim é que eu chamo de um belo xeque-mate, os caras simplesmente resolveram todos os problemas de continuidade da série como um TODO em relação ao cânone que eram martelados pelo pessoal que não gosta da série.

Para o século 23 a  Discovery desapareceu. Ponto final. Para quem assiste a série a Discovery foi para o futuro, onde poderá desbravar uma infinidade de novas aventuras.

Eu pensava, ainda na primeira temporada, que isso poderia de fato acontecer, mas imaginei que seria possível lá na última temporada. Estava enganado. Talvez aquele que seria o grande “problema” de Discovery para alguns foi resolvido ainda na segunda temporada, que é explicar o motivo do motor de esporos nunca ter sido utilizado e o fato da gloriosa Discovery não ser mencionada uma única vez na história da Federação e da Frota.

O plano deu certo. A Discovery entrou no buraco de minhoca e foi parar no futuro, algo que já sabíamos que aconteceria desde o Short Trek Calypso. O círculo se fechou.

Eu lembro que quando saiu a notícia de que Discovery seria uma série ambientada antes de TOS eu fiquei meio decepcionado, pois a minha vontade é que Star Trek sempre mostre o futuro em relação aquilo que já conhecemos. Por exemplo, eu adoraria uma série, como será a do Picard, que se passe depois da guerra Dominion e a destruição de Romulus.

Então agora teremos, além da série do Picard também a Discovery além de DS9, mas muito, mas muito mais tempo no futuro. E claro que veremos a Federação e a Frota daqui mil anos, o que dá muito pano pra manga, pois serão sempre referidos eventos do passado, que depois poderão ser explorados em novas produções de Star Trek.

É claro que o pessoal do QG da Frota, que aparece pela primeira vez na série, com a imagem clássica da ponte de São Francisco, que inclusive dessa vez parece ter na sua pista painéis solares, interroga a tripulação da Enterprise sobre o que de fato aconteceu com a Discovery.

Então Spock faz sua uma sugestão radical: suprimir qualquer registro do traje temporal e da Discovery para reduzir ao mínimo qualquer risco de que os dados da esfera sejam utilizados ou a própria tecnologia de viagem no tempo. Todos os oficiais que tiveram contato com esses elementos não devem mencionar sob pena de traição. [Regulation 157, Section 3 (Paragraph 18): Starfleet officers were required to take all necessary precautions to minimize any participation in historical events. (DS9: "Trials and Tribble-ations")]


Eu acho essa solução fantástica. Porque coloca a Discovery no futuro, e nunca mais haverá qualquer tipo de preocupação em escrever histórias que não colidam contra o que já está estabelecido no cânone. Ou seja, agora sim Discovery, que já nos proporcionou incríveis histórias até agora, entra numa fase de liberdade total, onde não há limites para a criatividade dos roteiristas.


Outros tópicos


  • As cenas dos saltos da Burnham são simplesmente incríveis. Aliás, Discovery tem produzido as cenas mais fantásticas de toda a história de Star Trek. 
  • A morte heroica da almirante Cornwell me deixou triste, gosto da personagem, mas acho que fez sentido, não foi uma morte estúpida, foi condizente com o senso de responsabilidade da personagem sobre seus comandados. 
  • Tyler escolhido para liderar a Seção 31 devido a sua dualidade, que remete à natureza dual da agência. Muito bem pensado. 
  • O prazer da Imperatriz ao liquidar com o Leland foi de uma crueldade maravilhosa. 
  • Aliás, mais uma ótima cena de luta com a Michelle Yeoh, talvez a mais legal da temporada, pois usaram aquele recurso de girar o cenário, pra simular o problema com o sistema de gravidade.
  • Referências ao JJverse. A batalha me pareceu muito com o ataque do enxame a Enterprise no filme Sem Fronteiras, até mesmo os milhares de drones do controle. 
  • A Enterprise com metade do disco destruído, sempre sofro com isso, com a Enterprise “ferida”.
  • Achei bizarro os robozinhos DOT-7 de manutenção do casco, desnecessário. Parecem o Wall-E.
  • Citação do Sun Tzu do Saru e número 47 e referência ao Neil DeGrasse Tyson.
  • O nome da Number One é Una!
  • Culber voltou a tempo! Stamets entre a vida e a morte, mas vai sobreviver, claro. 
  • Klingons falando que hoje é bom dia pra morrer não tem preço e é sempre um momento incrível. 
  • Por fim, o Spock retomando o visual tradicional, cabelo aparado, barba feita e uniforme azul.
  • A última cena faz referência a primeira cena do piloto The Cage, só que em vez da câmera entra na ponte, ela sai, perfeito, fechou com chave de ouro.
  • Só acho lamentável não aparecer sequer uma imagenzinha da Discovery no futuro! Teremos que esperar até o ano que vem!
Foi uma grande jornada. Vida longa e próspera à Star Trek: Discovery.

Doce Tristeza (Parte 2): o que o futuro nos reserva? [YouTube]


terça-feira, 19 de março de 2019

Pike é o Anjo Vermelho? | Star Trek: Discovery



A primeira temporada de Discovery teve como uma de suas grandes revelações o fato do capitão Lorca não ser do nosso universo mas do universo espelho, bem conhecido dos trekkers. 

Durante a temporada, houve dicas, tais como a sensibilidade dele à luz, o interesse fora do comum pela Burnham (livrando-a da prisão perpétua, inclusive) e seu modo de agir como capitão que às vezes extrapolava aquilo que se espera de um oficial da Frota.

No fim tudo se encaixou, foi tudo bem construído pelos roteiristas, como tem acontecido na segunda temporada também.

Já o grande mistério dessa temporada é saber quem se esconde por trás do Anjo Vermelho. Sabemos que ele vem do futuro para ajudar a Federação a mudar seu destino, que é sua destruição assim como  a destruição de toda a vida inteligente da galáxia por seres do futuro também, possivelmente uma inteligência artificial, conforme indicado no episódio Projeto Dédalo.

Já no próximo episódio que se chama Anjo Vermelho é possível que o mistério seja resolvido.

Assistindo de novo o episódio Projeto Dédalo, observei uma cena bastante interessante que pode dar uma pista sobre a identidade do Anjo Vermelho.

Pike está na ponte e por trás dele luzes que dão a impressão, devido a um enquadramento obviamente bem planejado, dele possuir asas como as do Anjo. Lembrando que a questão das asas é central como visto na referência ao personagem da mitologia grega Dédalo no episódio projeto Dédalo.

Esta pode ser uma das pistas deixadas pelos produtores para que os fãs mais atentos estabeleçam a relação de Pike com o Anjo. Pode ser uma pista falsa também.

Uma dica interessante no último episódio além dessa imagem é o fato de Pike ter sido poupado da guerra: ele é apresentado como um personagem moralmente superior pela Almirante Cornwell. Assim, em caso de derrota, seria necessário homens como Pike para a sobrevivência da civilização. 

Mas ok, como assim vir do futuro? Ora, sabemos que ele sofrerá um acidente após Discovery e ficará vegetativo. Por conta disso Spock o levou para Talos (fortemente mostrada em Discovery). Portanto ele pode ter sido curado e imortalizado pelos Talosianos de forma a descobrir de alguma forma o que está para acontecer e assim voltar ao passo para mudar a linha do tempo.

A conferir.

domingo, 3 de março de 2019

Mexer no passado de Spock é para fortes




Sobre a segunda temporada de Discovery uma coisa é necessário reconhecer: produtores e roteiristas estão sendo extremamente corajosos em criar um passado para o personagem mais querido da franquia. Afinal, após os eventos que serão mostrados nessa temporada, é possível que nunca mais vejamos Spock da mesma forma. Conhecer o passado de um personagem é capaz de mudar nossa perspectiva sobre ele?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Patrick Stewart diz que série de Picard terá três temporadas



Em entrevista concedida nesta semana, Patrick Stewart comentou detalhes sobre a série de Jean-Luc Picard em produção neste momento. 

Segundo Stewart, o show terá a duração de três temporadas e se situará 20 anos após os eventos mostrados em Star Trek: Nêmesis. 

Além disso, o ator revelou que devido a este pulo no tempo tudo estará diferente do que conhecemos no cânone até agora. 

No entanto, Stewart não revelou a data de estreia da aguardada série em torno do capitão Picard. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

"Point of light": à procura de Spock + klingon bebê e Seção 31 (Star Trek: Discovery S02E03)



No eletrizante 3º episódio da 2ª temporada de Star Trek: Discovery continuamos |à procura de Spock. Além disso, vimos um bebê klingon, o fantasminha camarada de Tilly e a Seção 31! Sim, foi uma loucura!

Vem conferir mais essa análise do Apenas um Trekker.

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Uma vida longa e próspera a todos!

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

"Captive Pursuit" - ideologia e dominação em Star Trek: Deep Space Nine (S01E06) [Time Warp #4]



No Time Warp #4 falo sobre o episódio "Captive Pursuit" (Caça e Caçador) da 1ª temporada de Star Trek: Deep Space Nine, quando a estação recebe seu primeiro visitante do Quadrante Gama. 

O alienígena Tosk surge em dificuldades e é resgatado pela tripulação da DS9. Ao longo do episódio descobrimos que sua espécie serve exclusivamente para a caça de outra espécie dominante. Isto nos leva a perguntar: mas por qual razão eles não se rebelam contra esta dominação? A resposta passa pela ideologia.

Vem conferir a análise desse que é um dos melhores episódios de Star Trek e com forte teor de crítica social.

Texto onde também falo sobre a ideologia neste episódio: https://medium.com/@freitasep/a-ideologia-de-tosk-b3974f99f003

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Uma vida longa e próspera a todos.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

"Threshold": o pior episódio de Star Trek? (Voyager, S02E15) [Time Warp #3]

Qual o pior episódio de Star Trek?

No Time Warp #3 falo sobre um fortíssimo candidato a esse título.

Será pior que Spock's Brain?

Vem conferir no Time Warp de hoje!

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Vida longa e próspera.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

"Hero Worship" - Data nos ensina a lidar com o sofrimento (Star Trek: TNG, S05E11) [Time Warp #2]

Como você lida com o sofrimento e com suas próprias emoções?

No episódio "Hero worship", Data ajuda o menino Timothy a aceitar que as emoções fazem parte do ser humano e que não é saudável reprimi-las.

Desta forma, Data (que não tem emoções) acaba nos ajudando a lidar com elas.

Lançado em 27 de janeiro de 1992, nesta edição do Time Warp falo sobre "Hero worship", episódio da 5ª temporada de Star Trek: The Next Generation.

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Confira o blog também: http://edootrekker.blogspot.com.br

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Uma vida longa e próspera a todos.


domingo, 27 de janeiro de 2019

"Virtuoso": o dia em que o Doutor virou um popstar - Star Trek: Voyager (S06E13) [Time Warp #1]


Na estreia do "Time Warp", falo sobre o episódio "Virtuoso" (Voyager). Vem lembrar o dia em que o Doutor virou um popstar!


"New Eden" (S01E02) - É Star Trek: Discovery, mas parece a série clássica [Spoilers!]


Vídeo novo no canal! Desta vez analiso o episódio "New Eden", da 2ª temporada de Discovery. Vem comigo acompanhar o embate entre fé e razão nesse episódio que retoma a série clássica!

"New Eden" - o 2º episódio da 2ª temporada de Discovery retoma a série clássica [Spoilers!]



Demorou, mas valeu a pena. "New Eden", o ótimo 2º episódio da 2ª temporada de Discovery fez aqueles velhos trekkers de carteirinha vibrarem de emoção. Um episódio com a cara da série clássica.

Tudo começa quando a nave recebe um sinal referente ao Anjo, mas a 50 mil anos-luz. Novamente o motor de esporos precisa ser usado. Após o salto, a tripulação se depara com um planeta colonizado por humanos descendentes dos "Primeiros Salvos", um grupo de pessoas que, fugindo de um ataque durante a Terceira Guerra Mundial, abrigou-se numa igreja e foi misteriosamente transportado junto com ela para o planeta Terralísio. 

Neste planeta, o grupo avançado conhece uma comunidade com uma religião baseada em diversas religiões da Terra. Na igreja, diversos vitrais, a moda das igrejas góticas medievais, recontam a história deles. Mostram os ataques nucleares, expõem símbolos religiosos e reproduzem o Red Angel. 

O grupo religioso se parece muito com os "amishs", uma seita cristã que rejeita as tecnologias da modernidade. Sua líder "Amesha" (clara referência) representa a fé no episódio. Por outro lado, Jacob (nome inspirado em Jacó, patriarca bíblico que buscava a Terra Prometida) busca a verdade racional, tenta descobrir suas origens e se a Terra ainda existe.

O embate entre fé e religião permeia todo o episódio, tendo seu ápice nos conflitos entre Burnham, cientista cética e Pike, que se mostra um homem de fé. Burnham afirma: minha religião é a ciência. 

Destaque para o elenco secundário, que mais uma vez colaborou muito para a salvação da nave e do planeta.

"New Eden" remete diretamente a episódios como "Padrões de Força", "Pão e circo" e "Um pedaço de ação" da série clássica. Em comum, todos eles mostram sociedades pré-dobra que apresentam características históricas da Terra. Um bom episódio com gostinho de TOS. Não explicou muita coisa sobre o mistério principal da temporada e também não trouxe Spock ainda. No entanto, ficamos sabendo que o fenômeno o acompanha há muito tempo e que ele está internado em um clínica psiquiátrica. 

No fim, tudo deu certo e nosso herois plantaram a sementinha da razão na sociedade de Terralísio.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Sexta tem vídeo novo no canal sobre o 2º episódio da temporada: New Eden



Sexta tem vídeo novo no canal!. Dessa vez vou falar sobre "New Eden", segundo episódio da 2ª temporada de Discovery (prometo que dessa vez com edição bem melhor e... vinheta!).

Então fiquem ligados e se inscrevam no canal: https://goo.gl/dTcuGs

Não esqueçam de dar o bom e velho like, assim expandimos o canal que tem o objetivo de divulgar Star Trek.

Espero vocês!

Vida longa e próspera.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Denise Reno no lugar de Paul Stamets?



No episódio de estreia da 2ª temporada de Discovery conhecemos uma nova personagem: Denise Reno (Tig Notaro), engenheira-chefe da USS Hiawatha. Sua nave era dada como desaparecida durante a guerra entre Federação e Império Klingon. Reno sobreviveu a queda da nave e manteve vivos os tripulantes sobreviventes até serem encontrados pela Discovery.

Reno é uma personagem com muito potencial. A atriz Tig Notaro imprimiu muita personalidade à engenheira, que possui um senso de humor bastante peculiar. Se Reno permanecer ao longo da temporada nos proporcionará ótimas cenas, sendo um grande acréscimo à tripulação. 

No entanto, há um problema: ela possui o mesmo cargo de Stamets. 

Mas... Stamets disse a Tilly que pretende abandonar a Frota, dedicando-se ao trabalho como professor em Vulcano. Para ele, tornou-se muito difícil viver dentro da Discovery, já que as lembranças de Culber estão por toda a parte.

Acho improvável, mas será que Reno subsituirá Stamets? A conferir.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Discovery inicia bem 2ª temporada mas com excesso de drama [SPOILERS]


Brother, episódio inicial da 2ª temporada de Discovery estreou nesta sexta (18/01) na Netflix. 

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Antes de iniciar propriamente a crítica do episódio é importante dizer que eu AMEI a história e AMEI ver o retorno de Discovery. Irei apenas destacar um pequeno aspecto que não me agradou tanto. Vamos lá.

A segunda temporada de Star Trek: Discovery foi ao ar nesta sexta com o episódio Brother. Como esperado, a relação conflituosa entre Burnham e seu irmão adotivo Spock teve bastante destaque, embora este último tenha aparecido somente em sua versão criança.

O flashback inicial, que mostra Burnham chegando a casa de Sarek e Amanda em Vulcano é bastante interessante, por revelar como foi este primeiro contato dela com a família que a adotou. No entanto, nem tudo são flores e ficamos sabendo que Spock não a aceitou bem de início, algo quer marcaria para sempre a relação entre os dois. Contudo, a cena inicial, onde Burnham é conduzida por Sarek até sua casa, é linda. Uma das cenas mais bonitas já realizadas em Star Trek. 

Chegando ao presente, a história inicia no momento exato em que a 1ª temporada acabou: o encontro entre Discovery e Enterprise, chamada de "linda" por Detmer. O capitão Pike vem a bordo, com seu oficial de ciências (Sarek e Burham imaginaram que seria Spock) Connolly, que apesar de não vestir uniforme vermelho acabou morrendo por excesso de autoconfiança. 

Pike se mostra bem menos sisudo do que o original do primeiro piloto de Star Trek na década de 60. O que não impede de ser confrontado por Burnham, que demonstra novamente sua personalidade desafiadora, de menina que faz seu próprio caminho, característica alegorizada através da lenda africana narrada por ela no início do episódio. Além disso, Burnham parece não ter limites, como mostra a cena em que ela ouve o diário pessoal de Spock. Embora a cena seja importante, pois nela ficamos sabendo que há relação entre o sumiço de Spock e o fenômeno investigado, isto me pareceu uma invasão de privacidade inaceitável. 

Momentos cômicos do episódio são protagonizados por Tilly e sua verborragia inconsequente. Quanto a Stamets, é revelado que ele pretende assumir uma vaga como professor em Vulcano, deixando assim a Discovery. Um momento alto do episódio ocorre quando ele revê mensagens de vídeo de Culber, em um dispositivo colocado ao lado da têmpora (no melhor estilo Black Mirror) que cria uma espécie de realidade virtual particular. Uma referência nítida a Geordi La Forge aparece no oficial que opera o teletransporte, ele utilização um aparelho nos olhos muito semelhante ao VISOR do engenheiro-chefe da Enterprise-D. 

A missão segue as 7 explosões que ocorreram em pontos distantes da galáxia, contudo sem haver ainda uma boa definição do que se tratam. Burnham, quando ferida na missão de salvamento da tripulação de uma nave da Federação até então desaparecida (USS Hiawatha, cuja engenheira-chefe Denise Reno é um personagem com grande potencial), tem um vislumbre do Red Angel, que permanece envolto em mistério. 

O esperado momento de aparição de Spock ficará para os próximos episódios. Porém, de maneira competente sua personalidade foi traçada até aqui convincentemente. Spock está de licença, buscando sentido em sua vida, marcada eternamente pelo conflito interno humano/vulcano que remete inclusive a TMP. Contudo, há um elemento supreendente, revelado no final do episódio: Spock tem relação direta com o fenômeno Red Angel, possivelmente tendo desaparecido em função dele. 

Brother é um grande episódio, por seus ótimos momentos-chave: retoma um ícone da série, capitão Pike; traz as missões exploratórias e de salvamento típicas de Star Trek; apresenta um mistério espacial a ser resolvido; uso do motor de dobra em vez do de esporos; traz o personagem mais querido da história de Star Trek de volta e, melhor ainda, envolvido em eventos misteriosos etc.

Por outro lado, algo que poderia também ser uma boa qualidade da história (que tem potencial inclusive para estar em um longa-metragem, em muitos momentos me pareceu estar assistindo um filme), é que a carga dramática foi excessiva. Os sentimentos de Burnham em relação à rejeição de seu irmão adotivo Spock acabam se tornando exageradas no desenrolar da trama. E, pelo visto, este será o tom da temporada, ou de sua primeira metade no mínimo. 

De qualquer forma, como dito no início do texto eu AMEI "Brother" e acho que foi um início de temporada a altura da expectativa que eu tinha em relação a isto. Embora se possa fazer algumas críticas sobre aspectos que de forma alguma comprometem a qualidade do show, é importante dizer que o episódio de estreia da 2ª temporada marca o retorno triunfal de Discovery. Sorte dos fãs. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O discurso de Burnham é um alerta para os tempos atuais

A primeira temporada de Discovery, em última análise, se trata de uma jornada de redenção de uma personagem. Mas se trata também de um sinal de alerta sobre a escalada do fascismo nos tempos correntes. 

Na história, a primeira oficial da USS Shenzou Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) se amotina e acaba contribuindo para o início de uma sangrenta guerra entre a Federação e os klingons. Com isso, ela perde tudo. Seu posto, sua capitã e amiga, o respeito de seus colegas. Por outro lado, carrega a culpa da morte de milhares de pessoas no conflito e resigna-se com a pena de prisão perpétua imposta a si. Ao término da jornada, não sem passar por momentos graves e delicados, Burnham reconquista o respeito dos cidadãos da Federação ao conseguir, de maneira brilhante, o término da guerra.

Nesse meio tempo, a Federação, em desespero, em busca de resguardar sua própria existência, colocada em risco pela chegada iminente dos klingons ao planeta Terra, passa a cogitar soluções que contrariam os princípios que a tornaram grande. 

Sabemos que os preceitos básicos da Federação são o respeito a todas as formas de vida, a política de não-interferência em outras culturas, a solução pacífica e diplomática de conflitos, a busca pelo conhecimento.

Parece que naquele momento em especial esses valores pétreos foram diluídos, em função do medo. Assim, a Federação abraça soluções fascistas em busca de um retorno aos tempos de segurança. É como Brecht falava: não existe nada mais parecido com um fascista que um burguês assustado. Essa máxima aplica-se perfeitamente ao caso. Em nome da preservação de um modo de vida, aqueles que o ameaçam podem ser, inclusive, vítimas de genocídio, como a Federação chegou a preparar em relação aos klingons.

Por sorte, Burnham consegue fazer com que os tomadores de decisão sejam chamados à razão, que possam perceber que sempre haverá uma saída que não envolva o extermínio total de um adversário. E assim Burnham, ao conseguir fazer com que a Federação retomasse os trilhos dos valores que a fazem uma sociedade tão evoluída, chega à sua própria redenção pessoal.

Seu discurso, na sede da Federação ao término do último episódio da temporada (Will you take my hand?), é um alerta precioso para os tempos que vivemos no Brasil, onde, nas palavras de Ernst Toller são celebradas "a perda da liberdade e a condenação do intelecto".

"Não, não vamos tomar atalhos no caminho para a justiça. Não, nós não iremos quebrar as regras que nos protegem de nossos instintos mais básicos. Não, não permitiremos que o desespero destrua a autoridade moral. Nós temos que ser portadores da tocha lançando a luz para que possamos ver nosso caminho para a paz duradoura." 

Que a ficção, mais uma vez, sirva de inspiração para a nossa vida, para nossa sociedade, nesse momento onde o conhecimento é criminalizado e as são armas permitidas.

Will You Take My Hand? 
(DIS, 1x15 - 11/02/2018)
Direção: Akiva Goldsman
Roteiro: Gretchen J. Berg e Aaron Harberts

Netflix disponibiliza os quatro Short Treks



Faltando um dia para a estreia da 2ª temporada de Discovery - e em comemoração ao #EnterpriseDay - a Netflix disponibilizou os quatro Short Trek.

Runaway, Calypso, The Brightest Star e The Escape Artist podem ser acessados pelo menu "Trailers e mais" de Discovery.

Os Short Treks são histórias curtas, centradas em um único personagem, que se passam dentro do universo de Discovery.

[minha coleção] USS Enterprise NCC-1701 Big Ships Eaglemoss




Hoje é o Dia da Enterprise. A data é comemorada neste dia pois 17/01 remete ao prefixo da USS Enterprise NCC-1701.

No post de hoje, apresento o item USS Enterprise NCC-1701 da linha Big Ships da Eaglemoss. Feita em die cast, com algumas partes plásticas, é uma bela reprodução da nave com a qual tantas vezes cruzamos a galáxia. A riqueza de detalhes é impressionante. Sem dúvida, um item fundamental na coleção de qualquer trekker. 


Viva o Dia da Enterprise!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Faltam apenas 2 dias para a 2ª temporada de Discovery (e ela será muito boa)



Depois de passar 2018 inteirinho esperando pela nova temporada, eis que agora faltam apenas dois dias (17/01 na CBS, 18/01 na Netflix) para os fãs brasileiros reencontrarem seus novos oficiais da Frota favoritos. 

Se a primeira temporada já foi um sucesso (evidentemente sempre tem aqueles chatos que reclamam de tudo), a segunda incursão de Discovery nas telas deverá ser ainda melhor. 

Agora já conhecemos com certa profundidade Burnham, Georgiou (do universo espelho), Tyler, Tilly, L'Rell e Saru (este último brilhantemente desenvolvido no Short Trek "The brightest star"). 

Bom, com isso em mente já sabemos um pouco mais sobre o que nos reservam estes personagens fascisnantes. 

Mas vamos a uma pequena lista de indicativos de que a 2ª temporada de Discovery será ótima. 

Red Angel

Fomos apresentados a uma figura mítica que mobilizará os esforços da triupulação nesta temporada: o Red Angel, que manifestou-se em diversos pontos da galáxia. Qual seu próposito? Qual sua natureza? Será uma criatura onipotente como Q? Uma nova arma de um inimigo a ser conhecido? Ou simplesmente misticismos vulcanos? A verdade é essa figura me que me deixou bastante curioso. 

Klingons cabeludos

Num dos trailers vemos L'Rell ostentando uma bela cabeleira. O motivo de choro e ranger de dentes de muitos fãs na primeira temporada foi justamente a aparência dos klingons, mais monstruosos e... carecas! A explicação sobre a mudança de aparência dos klingons foi dada em Enterprise então agora veremos ela acontecendo diante dos nossos olhos. Isso é incrível! P.s: O Império Klingon terá alguma relevância nessa temporada? A conferir. 

Pike e Number One

Veremos a Enterprise!!! Um dos grandes lances inexplorados de Jornada nas Estrelas diz respeito ao capitão Pike e sua Number One. Pois não é que nessa temporada Pike ocupará um lugar de destaque, sendo o capitão temporário da Discovery? Isso é motivo para qualquer fã, sobretudo aqueles mais apaixonados por TOS, soltar rojões e dar pulos de alegria. Pela primeira vez veremos como Pike atua durante uma temporada inteira (ao menos na primeira metade dela). Será uma experiência ímpar, sobretudo por podermos comparar ele com Kirk. E a Number One? Bom, será interessante também, já que a personagem, planejada para ser uma mulher em posição de comando em meados da década de 60 (viva Roddenberry!) infelizmente foi abortada e nunca soubemos de seu paradeiro. Agora é a hora de Star Trek acertar as contas com os fãs. 

Imperatriz Georgiou

Uau! Que personagem fodona! Estará na Seção 31? O que andará aprontando, já que se trata de personagem fortemente ambígua. Muitos conflitos poderão surgir daí. Voltará para o universo espelho? Ou fará o trabalho sujo da Federação?

Burnham e Tyler

Como ficará a relação entre o casal mais shippado da primeira temporada (ou será que foi o Culmets?). Tyler é um personagem maldito, que sempre será assombrado pelos crimes que cometeu quando fundido com Voq. Que resta algo klingon em suas entranhas ficou claro. Mas como será após cumprir sua missão de reunificação das casas klingons?

Dr. Culber

Como ficará sua situação? Manterá contato com Stamets. Ajudará nas missões da Discovery? Acho essa situação uma das mais complexas a serem exploradas na temporada. E ainda choro toda vez que vejo a cena do reencontro do casal e a famosa ópera kasseeliana...

Tilly

A nossa QUERIDA Tilly! Futura capitã da Frota. Sabemos que tem problemas com sua mãe. Sabemos que é sonhadora. Acho Tilly um encanto. Ela tem uma pureza que contrasta com a duplicidades dos personagens de Discovery. Pode proporcionar momentos belos e engraçados. 

Saru

Eu adoro Saru. Ele é um grande exemplo, ele personifica o espírito de aventura, de curiosidade, de exploração de Star Trek. E eu acho que os kelpiens são fascinantes e que eles merecem ter sua história contada direitinho na série. Principalmente quero ver os misteriosos ba'ul!

Spock

Talvez a maior atração da série. Por que Spock está em apuros? Qual sua relação com Red Angel. Por que está barbudo e cabeludo? Muitas perguntas. Além destas todos também se perguntam: mas como Spock nunca falou de sua irmã? De fato, é algo a se estranhar. Que poderá ter alguma explicação convincente na temporada.  Mas o que importa é que poderemos acompanhar a relação entre esses dois irmãos. Os produtores prometem fortes momentos entre os dois. Tenho certeza que nos fará ter um novo entendimento sobre o desenrolar da história de Spock tal a qual conhecemos até agora. Discovery aprofundando personagens que amamos. 

Enfim, estou muito animado para a estreia da temporada. Tenho certeza de que será um novo capítulo brilhante da série que tanto amamos.