sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Discovery inicia bem 2ª temporada mas com excesso de drama [SPOILERS]


Brother, episódio inicial da 2ª temporada de Discovery estreou nesta sexta (18/01) na Netflix. 

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Antes de iniciar propriamente a crítica do episódio é importante dizer que eu AMEI a história e AMEI ver o retorno de Discovery. Irei apenas destacar um pequeno aspecto que não me agradou tanto. Vamos lá.

A segunda temporada de Star Trek: Discovery foi ao ar nesta sexta com o episódio Brother. Como esperado, a relação conflituosa entre Burnham e seu irmão adotivo Spock teve bastante destaque, embora este último tenha aparecido somente em sua versão criança.

O flashback inicial, que mostra Burnham chegando a casa de Sarek e Amanda em Vulcano é bastante interessante, por revelar como foi este primeiro contato dela com a família que a adotou. No entanto, nem tudo são flores e ficamos sabendo que Spock não a aceitou bem de início, algo quer marcaria para sempre a relação entre os dois. Contudo, a cena inicial, onde Burnham é conduzida por Sarek até sua casa, é linda. Uma das cenas mais bonitas já realizadas em Star Trek. 

Chegando ao presente, a história inicia no momento exato em que a 1ª temporada acabou: o encontro entre Discovery e Enterprise, chamada de "linda" por Detmer. O capitão Pike vem a bordo, com seu oficial de ciências (Sarek e Burham imaginaram que seria Spock) Connolly, que apesar de não vestir uniforme vermelho acabou morrendo por excesso de autoconfiança. 

Pike se mostra bem menos sisudo do que o original do primeiro piloto de Star Trek na década de 60. O que não impede de ser confrontado por Burnham, que demonstra novamente sua personalidade desafiadora, de menina que faz seu próprio caminho, característica alegorizada através da lenda africana narrada por ela no início do episódio. Além disso, Burnham parece não ter limites, como mostra a cena em que ela ouve o diário pessoal de Spock. Embora a cena seja importante, pois nela ficamos sabendo que há relação entre o sumiço de Spock e o fenômeno investigado, isto me pareceu uma invasão de privacidade inaceitável. 

Momentos cômicos do episódio são protagonizados por Tilly e sua verborragia inconsequente. Quanto a Stamets, é revelado que ele pretende assumir uma vaga como professor em Vulcano, deixando assim a Discovery. Um momento alto do episódio ocorre quando ele revê mensagens de vídeo de Culber, em um dispositivo colocado ao lado da têmpora (no melhor estilo Black Mirror) que cria uma espécie de realidade virtual particular. Uma referência nítida a Geordi La Forge aparece no oficial que opera o teletransporte, ele utilização um aparelho nos olhos muito semelhante ao VISOR do engenheiro-chefe da Enterprise-D. 

A missão segue as 7 explosões que ocorreram em pontos distantes da galáxia, contudo sem haver ainda uma boa definição do que se tratam. Burnham, quando ferida na missão de salvamento da tripulação de uma nave da Federação até então desaparecida (USS Hiawatha, cuja engenheira-chefe Denise Reno é um personagem com grande potencial), tem um vislumbre do Red Angel, que permanece envolto em mistério. 

O esperado momento de aparição de Spock ficará para os próximos episódios. Porém, de maneira competente sua personalidade foi traçada até aqui convincentemente. Spock está de licença, buscando sentido em sua vida, marcada eternamente pelo conflito interno humano/vulcano que remete inclusive a TMP. Contudo, há um elemento supreendente, revelado no final do episódio: Spock tem relação direta com o fenômeno Red Angel, possivelmente tendo desaparecido em função dele. 

Brother é um grande episódio, por seus ótimos momentos-chave: retoma um ícone da série, capitão Pike; traz as missões exploratórias e de salvamento típicas de Star Trek; apresenta um mistério espacial a ser resolvido; uso do motor de dobra em vez do de esporos; traz o personagem mais querido da história de Star Trek de volta e, melhor ainda, envolvido em eventos misteriosos etc.

Por outro lado, algo que poderia também ser uma boa qualidade da história (que tem potencial inclusive para estar em um longa-metragem, em muitos momentos me pareceu estar assistindo um filme), é que a carga dramática foi excessiva. Os sentimentos de Burnham em relação à rejeição de seu irmão adotivo Spock acabam se tornando exageradas no desenrolar da trama. E, pelo visto, este será o tom da temporada, ou de sua primeira metade no mínimo. 

De qualquer forma, como dito no início do texto eu AMEI "Brother" e acho que foi um início de temporada a altura da expectativa que eu tinha em relação a isto. Embora se possa fazer algumas críticas sobre aspectos que de forma alguma comprometem a qualidade do show, é importante dizer que o episódio de estreia da 2ª temporada marca o retorno triunfal de Discovery. Sorte dos fãs. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O discurso de Burnham é um alerta para os tempos atuais

A primeira temporada de Discovery, em última análise, se trata de uma jornada de redenção de uma personagem. Mas se trata também de um sinal de alerta sobre a escalada do fascismo nos tempos correntes. 

Na história, a primeira oficial da USS Shenzou Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) se amotina e acaba contribuindo para o início de uma sangrenta guerra entre a Federação e os klingons. Com isso, ela perde tudo. Seu posto, sua capitã e amiga, o respeito de seus colegas. Por outro lado, carrega a culpa da morte de milhares de pessoas no conflito e resigna-se com a pena de prisão perpétua imposta a si. Ao término da jornada, não sem passar por momentos graves e delicados, Burnham reconquista o respeito dos cidadãos da Federação ao conseguir, de maneira brilhante, o término da guerra.

Nesse meio tempo, a Federação, em desespero, em busca de resguardar sua própria existência, colocada em risco pela chegada iminente dos klingons ao planeta Terra, passa a cogitar soluções que contrariam os princípios que a tornaram grande. 

Sabemos que os preceitos básicos da Federação são o respeito a todas as formas de vida, a política de não-interferência em outras culturas, a solução pacífica e diplomática de conflitos, a busca pelo conhecimento.

Parece que naquele momento em especial esses valores pétreos foram diluídos, em função do medo. Assim, a Federação abraça soluções fascistas em busca de um retorno aos tempos de segurança. É como Brecht falava: não existe nada mais parecido com um fascista que um burguês assustado. Essa máxima aplica-se perfeitamente ao caso. Em nome da preservação de um modo de vida, aqueles que o ameaçam podem ser, inclusive, vítimas de genocídio, como a Federação chegou a preparar em relação aos klingons.

Por sorte, Burnham consegue fazer com que os tomadores de decisão sejam chamados à razão, que possam perceber que sempre haverá uma saída que não envolva o extermínio total de um adversário. E assim Burnham, ao conseguir fazer com que a Federação retomasse os trilhos dos valores que a fazem uma sociedade tão evoluída, chega à sua própria redenção pessoal.

Seu discurso, na sede da Federação ao término do último episódio da temporada (Will you take my hand?), é um alerta precioso para os tempos que vivemos no Brasil, onde, nas palavras de Ernst Toller são celebradas "a perda da liberdade e a condenação do intelecto".

"Não, não vamos tomar atalhos no caminho para a justiça. Não, nós não iremos quebrar as regras que nos protegem de nossos instintos mais básicos. Não, não permitiremos que o desespero destrua a autoridade moral. Nós temos que ser portadores da tocha lançando a luz para que possamos ver nosso caminho para a paz duradoura." 

Que a ficção, mais uma vez, sirva de inspiração para a nossa vida, para nossa sociedade, nesse momento onde o conhecimento é criminalizado e as são armas permitidas.

Will You Take My Hand? 
(DIS, 1x15 - 11/02/2018)
Direção: Akiva Goldsman
Roteiro: Gretchen J. Berg e Aaron Harberts

Netflix disponibiliza os quatro Short Treks



Faltando um dia para a estreia da 2ª temporada de Discovery - e em comemoração ao #EnterpriseDay - a Netflix disponibilizou os quatro Short Trek.

Runaway, Calypso, The Brightest Star e The Escape Artist podem ser acessados pelo menu "Trailers e mais" de Discovery.

Os Short Treks são histórias curtas, centradas em um único personagem, que se passam dentro do universo de Discovery.

[minha coleção] USS Enterprise NCC-1701 Big Ships




Hoje é o Dia da Enterprise. A data é comemorada neste dia pois 17/01 remete ao prefixo da USS Enterprise NCC-1701.

No post de hoje, apresento o item USS Enterprise NCC-1701 da linha Big Ships da Eaglemoss. Feita em die cast, com algumas partes plásticas, é uma bela reprodução da nave com a qual tantas vezes cruzamos a galáxia. A riqueza de detalhes é impressionante. Sem dúvida, um item fundamental na coleção de qualquer trekker. 


Viva o Dia da Enterprise!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Faltam apenas 2 dias para a 2ª temporada de Discovery (e ela será muito boa)



Depois de passar 2018 inteirinho esperando pela nova temporada, eis que agora faltam apenas dois dias (17/01 na CBS, 18/01 na Netflix) para os fãs brasileiros reencontrarem seus novos oficiais da Frota favoritos. 

Se a primeira temporada já foi um sucesso (evidentemente sempre tem aqueles chatos que reclamam de tudo), a segunda incursão de Discovery nas telas deverá ser ainda melhor. 

Agora já conhecemos com certa profundidade Burnham, Georgiou (do universo espelho), Tyler, Tilly, L'Rell e Saru (este último brilhantemente desenvolvido no Short Trek "The brightest star"). 

Bom, com isso em mente já sabemos um pouco mais sobre o que nos reservam estes personagens fascisnantes. 

Mas vamos a uma pequena lista de indicativos de que a 2ª temporada de Discovery será ótima. 

Red Angel

Fomos apresentados a uma figura mítica que mobilizará os esforços da triupulação nesta temporada: o Red Angel, que manifestou-se em diversos pontos da galáxia. Qual seu próposito? Qual sua natureza? Será uma criatura onipotente como Q? Uma nova arma de um inimigo a ser conhecido? Ou simplesmente misticismos vulcanos? A verdade é essa figura me que me deixou bastante curioso. 

Klingons cabeludos

Num dos trailers vemos L'Rell ostentando uma bela cabeleira. O motivo de choro e ranger de dentes de muitos fãs na primeira temporada foi justamente a aparência dos klingons, mais monstruosos e... carecas! A explicação sobre a mudança de aparência dos klingons foi dada em Enterprise então agora veremos ela acontecendo diante dos nossos olhos. Isso é incrível! P.s: O Império Klingon terá alguma relevância nessa temporada? A conferir. 

Pike e Number One

Veremos a Enterprise!!! Um dos grandes lances inexplorados de Jornada nas Estrelas diz respeito ao capitão Pike e sua Number One. Pois não é que nessa temporada Pike ocupará um lugar de destaque, sendo o capitão temporário da Discovery? Isso é motivo para qualquer fã, sobretudo aqueles mais apaixonados por TOS, soltar rojões e dar pulos de alegria. Pela primeira vez veremos como Pike atua durante uma temporada inteira (ao menos na primeira metade dela). Será uma experiência ímpar, sobretudo por podermos comparar ele com Kirk. E a Number One? Bom, será interessante também, já que a personagem, planejada para ser uma mulher em posição de comando em meados da década de 60 (viva Roddenberry!) infelizmente foi abortada e nunca soubemos de seu paradeiro. Agora é a hora de Star Trek acertar as contas com os fãs. 

Imperatriz Georgiou

Uau! Que personagem fodona! Estará na Seção 31? O que andará aprontando, já que se trata de personagem fortemente ambígua. Muitos conflitos poderão surgir daí. Voltará para o universo espelho? Ou fará o trabalho sujo da Federação?

Burnham e Tyler

Como ficará a relação entre o casal mais shippado da primeira temporada (ou será que foi o Culmets?). Tyler é um personagem maldito, que sempre será assombrado pelos crimes que cometeu quando fundido com Voq. Que resta algo klingon em suas entranhas ficou claro. Mas como será após cumprir sua missão de reunificação das casas klingons?

Dr. Culber

Como ficará sua situação? Manterá contato com Stamets. Ajudará nas missões da Discovery? Acho essa situação uma das mais complexas a serem exploradas na temporada. E ainda choro toda vez que vejo a cena do reencontro do casal e a famosa ópera kasseeliana...

Tilly

A nossa QUERIDA Tilly! Futura capitã da Frota. Sabemos que tem problemas com sua mãe. Sabemos que é sonhadora. Acho Tilly um encanto. Ela tem uma pureza que contrasta com a duplicidades dos personagens de Discovery. Pode proporcionar momentos belos e engraçados. 

Saru

Eu adoro Saru. Ele é um grande exemplo, ele personifica o espírito de aventura, de curiosidade, de exploração de Star Trek. E eu acho que os kelpiens são fascinantes e que eles merecem ter sua história contada direitinho na série. Principalmente quero ver os misteriosos ba'ul!

Spock

Talvez a maior atração da série. Por que Spock está em apuros? Qual sua relação com Red Angel. Por que está barbudo e cabeludo? Muitas perguntas. Além destas todos também se perguntam: mas como Spock nunca falou de sua irmã? De fato, é algo a se estranhar. Que poderá ter alguma explicação convincente na temporada.  Mas o que importa é que poderemos acompanhar a relação entre esses dois irmãos. Os produtores prometem fortes momentos entre os dois. Tenho certeza que nos fará ter um novo entendimento sobre o desenrolar da história de Spock tal a qual conhecemos até agora. Discovery aprofundando personagens que amamos. 

Enfim, estou muito animado para a estreia da temporada. Tenho certeza de que será um novo capítulo brilhante da série que tanto amamos. 




Chegou meu ingresso para ver Doug Jones!

Oba! Acabou de chegar meu ingressinho para conhecer Doug Jones, o nosso incrível primeiro-oficial Saru. É em fevereiro, em São Paulo.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Afinal, qual a natureza de Airiam?

A natureza da tenente comandante Airiam (Sara Mitich) tem sido tema de um grande número de informações divergentes. 

No site startrek.com ela é descrita como um ser híbrido humano-sintético. Antes havia sido descrita apenas como um robê. Já pra Ted Sullivan, roteirista da série, Airiam é de uma espécie alienígena. No episódio três de After Trek sua espécie foi descrita como "alienígena aprimorada". Já no episódio cinco do mesmo programa, com a presença de Gretchen J. Berg (roteirista e produtora), Neville Page (artista conceitual) e Glenn Hetrick (efeitos especiais/próteses) Airiam foi definida como "humana aprimorada".

Em resumo: ninguém sabe de fato qual sua natureza, algo ainda a ser decidido futuramente no cânone.

Mas, alguns poderão concordar com o crítico Darren Franich, que considera Airiam "a maior personagem de fundo da história de Star Trek desde os dias de glória do bar de Deep Space Nine".

Michelle Yeoh ganha sua própria série de Star Trek



Star Trek: Discovery está prestes a gerar mais um filho. 

Os Short Treks acabaram de terminar, aclamados pelos fãs. Uma nova série do Capitão Picard está em pré-produção, juntamente com uma comédia de animação de Mike McMahan, da Rick & Morty, uma série da Academia da Frota Estelar e outros. É um bom momento para ser um fã de Star Trek, e ficou ainda melhor: um desses shows será um spin-off do Discovery estrelado por Michelle Yeoh como Philippa Georgiou.

De acordo com a Variety, o novo show será escrito por Bo Yeon Kim e Erika Lippoldt, editora executiva e escritora do Discovery, e será - juntamente com todo este novo material da Trek - produzido pela empresa Secret Hideout de Alex Kurtzman, ao lado da CBS e Roddenberry Entertainment. 

Kurtzman diz a respeito:

"Michelle rompeu barreiras, e nos surpreendeu com sua graça e seriedade. Como pessoa, eu a adoro. Como atriz, eu a reverencio. Erika e Boey são escritoras notáveis ​​e empolgantes que trazem uma nova perspectiva para o mundo de Star Trek, e estamos todos emocionados para explorar o próximo capítulo selvagem na vida da Capitão Philippa Georgiou ".

Michelle fala sobre suas expectativas:

“Estou muito animada para continuar contando essas histórias ricas de Star Trek. Ser parte deste universo e este personagem especificamente tem sido uma alegria para mim. Eu não posso esperar para ver onde tudo vai - certamente eu acredito que vai para "onde nenhuma mulher jamas esteve!"

No final da primeira temporada do Discovery, o personagem foi introduzido na eticamente duvidosa agência de inteligência da Federação, Seção 31, que era um elemento recorrente de Star Trek: Deep Space Nine, e um dos mais intrigantes trechos inexplorados do cânone. 

Fonte: https://birthmoviesdeath.com/2019/01/14/michelle-yeoh-is-getting-her-own-star-trek-series

[minha coleção] Spock - Star Trek Busts Eaglemoss



A coleção de bustos da Eaglemoss é excelente, recomendo fortemente aos apaixonados por Star Trek.

 Feita em resina metálica, é bem pesada e reproduz com perfeição os personagens, ao menos o busto do Kirk.

O busto do Spock não é tão fiel à expressão facial de Nimoy, mas nem por isso deixa de ser um belo item.

Fazendo a tradicional saudação vulcana, com o outro braço para trás, vale a pena ter esse busto do nosso querido orelhudo.

A estátua acompanha um pequeno fascículo com textos de ótima qualidade e um top 10 melhores momentos de Spock (restritos a TOS).

Ansioso pela chegada de Worf e Data, os próximos lançamentos.







Há 10 anos morria Ricardo Montalban, o eterno Khan de Star Trek



Nascido Ricardo Gonzalo Pedro Montalbán y Merino na Cidade do México, em 25 de novembro de 1920, o ator teve uma longa carreira na TV e no cinema. 

Geralmente, Montalbán fazia o estereótipo do "latin lover" nas produções as quais participava. Mais conhecido do grande público como Mr. Roarke da série Ilha da Fantasia, é como o malévolo Khan Noonien Singh que ele será para sempre lembrado pelos trekkers. 

Montalban trabalhou em mais de 200 filmes e programas de TV durante sua carreira de mais de 60 anos. Nas décadas de 40 e 50 estrelou vários musicais na Broadway. 

Em 1966 foi escalado para viver o vilão mais icônico de Star Trek, um ser humano alterado geneticamente, líder tirânico durante as Guerras Eugênicas que tinha sede de dominação e poder. 

Em 1982 voltou a interpretar o personagem no segundo filme da franquia, Star Trek: A Ira de Khan. Assim a lenda se consolidava, fazendo Montálban figurar para sempre no panteão de personagens de Star Trek.

Ricardo Montalban faleceu aos 88 anos de complicações cardíacas em sua casa em Los Angeles em 14 de janeiro de 2009.

Citação

"Kirk, meu "velho amigo"... Você conhece o ditado klingon que diz que a vingança é um prato que se come frio? É muito frio no espaço."

-Khan, momentos antes de atacar a Enterprise em "A Ira de Khan".


Faltam 4 dias para a segunda temporada de Discovery #CountdownTo1701


domingo, 13 de janeiro de 2019

Star Trek de verdade...


Produtores de Discovery dão pistas sobre a nova temporada, Spock e Picard




Faltando apenas alguns dias para a estreia da segunda temporada de Discovery,  Alex Kurtzman (co-criador e showrunner) e Heather Kadin (produtora executiva) lançam algumas pistas sobre o que os fãs devem aguardar num futuro muito próximo.

A temporada terá mais humor

Segundo os produtores, como a primeira temporada se passou em meio a uma guerra sobrou pouco espaço para o humor característico de Star Trek. Mas ambos garantem que os momentos dramáticos incríveis entre os personagens. Eles garantem que o público vai amar isso.

Duração da série

Kurtzman não quis revelar quantas temporadas estão planejadas para Discovery. No entanto, destacou o fato de que a série passa 10 anos antes de TOS. Ou seja, muitas temporadas ainda poderão ser feitas.

Personagens das outras séries em Discovery

Como Harry Mudd fez um tremendo sucesso na temporada anterior, surge a curiosidade de outros personagens das séries anteriores também poderiam aparecer. Segundo Kurtzman, isso sempre é uma possibilidade, mas não pode ser algo gratuito. Mary Wiseman (Tilly), por exemplo, adoraria ver o capitão Picard ao seu lado na ponte. 

Spock

Segundo Kurtzman, o contato com o ainda misterioso Anjo Vermelho, foi uma experiência traumática para Spock, que tenta aprender a lidar com ela. O produtor garante que isso tem importância em como Spock evoluiu para o personagem que conhecemos em TOS. Spock, no relacionamento difícil com sua irmã, descobre a linha entre lógica e emoção. 

Picard

A aguardadíssima série sobre Picard ainda continua cheia de mistérios. Sem data para estreia e sem maiores detalhes. No entanto, há algo muito positivo: Patrick Stewart tem atuado diretamente na criação deste Picard tantos anos depois dos eventos que vimos em Star Trek Nêmesis. Tenho um grande e ótimo pressentimento sobre esta série, acho que será linda. 

Fonte: http://www.startrek.com/news/kurtzman-kadin-spock-stewart-and-more

[minha coleção] Box DVD Star Trek: Discovery 1ª temporada



Inicialmente, gostaria de dizer que acho que a Paramount deveria ter um pouco mais de interesse nos fãs brasileiros. Normalmente os lançamentos de boxes têm sido bastante simples. Discovery não escapa à regra. Tem a mesma qualidade dos últimos lançamentos dos filmes e da série animada, um pouco mais pobrezinha que esta última. 

A embalagem é simples com uma segunda capa de papel. Os discos são feinhos e não há imagem no fundo da caixa quando aberta. 




Para os fãs que gostam de ver dublado tenho más notícias: áudio somente em inglês e... francês?!?

O menu é simples, mas bonito, com o design da abertura, toca a música desta e a Discovery passa na tela da esquerda para a direita. 

O que salva mesmo são os extras. Entrevistas, promos, cenas deletadas etc. Essa parte é bem legal. 

Enfim, o produto é simples, poderia ser muito melhor, mas faz parte da vida do colecionador. 


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Star Trek e o comunismo


Neste texto, apresento brevíssimas (brevíssimas mesmo!) reflexões acerca do caráter social e econômico da sociedade vista em Star Trek. Utilizo apenas uma fala, cotejada com um trecho da obra marxiana. Um texto de mais fôlego está sendo preparado e será publicado num futuro sem data ainda.

A discussão sobre se Star Trek apresenta uma sociedade comunista ou não é eterna. E ela é importante pois busca compreender a essência da obra atrás de sua aparência. Aliás, como o próprio Marx frisava, se aparência e essência coincidissem toda ciência seria supérflua. Dessa forma, debater sobre o caráter da vida sob a Federação é imprescindível para todos os admiradores de Star Trek que não se contentam apenas com a tecnologia das naves e os efeitos especiais dos filmes e episódios.

Mas, o que é importante destacar é que Karl Marx não se tratava de um adivinho. Não era uma mãe Dinah do século XIX. Tendo isso vista - sem esquecermos de sua luta revolucionária ao lado dos trabalhadores de todo o mundo - é fácil observar em sua volumosa obra que Marx dedicou muito poucas páginas para descrever o que seria o comunismo.

Marx era um um pensador, um cientista que dedicava seu tempo e energia para analisar a sociedade burguesa e o modo de produção capitalista de maneira objetiva e concreta. Assim, apesar de destrinchar as estruturas capitalistas e burguesas e propôr a superação do modo de produção capitalista como condição fundamental para que o ser humano possa realizar-se integralmente, Marx não redigiu uma receita de bolo sobre como deveria ser a sociedade comunista. O que Marx e Engels fizeram, e isto aparece claramente no Manifesto Comunista e n'A Ideologia Alemã, foi constatar que o programa anticapitalista da classe revolucionária não surge de desejos nem como receituário estabelecido por profetas. A viabilidade do programa comunista vem da análise concreta que Marx e Engels fizeram do sistema capitalista, extraindo dele próprio as alternativas para um novo mundo. É justamente esse avanço do pensamento que proporciona a transição do socialismo utópico para o socialismo científico.

De toda forma, Marx é um autor genial até os dias de hoje pois seu trabalho continua atual e continua explicando as contradições e crises do capitalismo. Apesar da crença dos pós-modernos, que sucumbem atualmente, e com todas as diferenças perceptíveis, ainda continuamos dentro de uma mesma lógica, a lógica moderna, industrial, predatória dos homens e do meio ambiente que tem como centro a mercadoria e a busca incessante de lucros e acumulação de riquezas.

Nesse ponto, buscando contribuir com a discussão, trago a conhecida fala de Picard (Patrick Stewart) no filme First Contact (Roteiro: Brannon Braga e Ronald D. Moore; Direção: Jonathan Frakes, 1996):

Não existe dinheiro no século 24. Acumular riqueza não é mais a força motriz de nossas vidas. Trabalhamos para melhorar a nós mesmos e o resto da humanidade.

Ao afirmar que a economia do século 24 é diferente inexistindo o dinheiro, sem dúvida alguma tal sociedade se aproxima das pistas dadas para o que seria a sociedade comunista: ausência de dinheiro , fim do conflito de classes, supressão do Estado enquanto ditadura de classe etc.


Mas o ponto principal está na verdadeira liberdade individual que provoca a ruína do individualismo capitalista. Assim, teria sido atingido o objetivo da Revolução Comunista conforme conclamada no Manifesto Comunista de 1848, a partir da supressão da

(...) velha sociedade burguesa, com as suas classes e antagonismos de classes” que é substituída por “uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos” (Marx-Engels, São Paulo: Boitempo, 1998, p. 59).

Como visto, a fala de Picard tem o mesmo sentido do trecho extraído do Manifesto Comunista.

Conforme dito acima, esta foi apenas uma breve reflexão, que pode e deve originar outras.



sábado, 5 de janeiro de 2019

Menina rosa e menino azul? Star Trek não está nem aí



A ministra que já encontrou com Jesus numa goiabeira quer que meninos vistam azul e meninas vistam rosa. Jadzia Dax e Jake Sisko não estão nem aí.

Short Treks e a atualização de Star Trek



Há um bom tempo venho pensando que o mundo é cada vez mas dinâmico e tudo ocorre em uma velocidade estonteante. Com Star Trek não poderia ser diferente, sob pena de estacionar no tempo. Contudo, muitos fãs são refratários a mudanças e tem a tendência de sacralizar a série original, por exemplo, e considerar ideia novas e criativas como blasfêmias. 

Eu penso totalmente diferente. Star Trek deve ser algo vivo, sintonizado com seu tempo. E não digo sintonizado com seu tempo apenas no aspecto do conteúdo, com sua tradição de crítica social e boas histórias de ficção científica. Star Trek precisa se renovar constantemente em seus efeitos especiais e em suas estruturas narrativas. Se você assistir um episódio da série original nos dias de hoje é possível que em alguns momentos você sinta até mesmo algum desconforto. 

O modo de contar histórias na TV na década de 60 é radicalmente diferente do modo que as histórias são contadas em 2019. Isso é um fato. Portanto, aos saudosistas sinto informar: Star Trek terá novo formato narrativo sim. É inconcebível que se produzam episódios nos dias atuais com a mesma estrutura dos episódios dos anos 60. Isso vale para os novos filmes, muitas vezes satanizados pelos fãs radicais. 

A narrativa das séries a partir dos anos 90 é serializada, comumente estruturada sobre arcos. Deep Space Nine, aliás, é umas das precursoras deste formato. Não à toa também foi uma série a qual muitos torceram o nariz na época. 

Por isso eu acho que a produção de Discovery merece os parabéns, pois souberam captar muito bem esse novo espírito. Alguns fãs se queixam de que a série parece mais Game of Thrones do que Star Trek. Isso é uma besteira. Discovery é Star Trek, e dos bons. Evidentemente, conforme o que disse acima, que a série apresenta semelhanças narrativas mais próximas ao que de melhor é produzido nessa era de ouro das séries do que TOS. Mas isso é ótimo. Além de capturar novos fãs, o novo formato é o mais adequado para a audiência atual, da qual mesmos os mais velhos trekkers fazem parte nos dias atuais. 

Dentro dessa renovação de Star Trek eu gostaria de destacar os incríveis Short Treks. De fato a ideia de fazer pequenos contos dentro do universo de Star Trek - mais especificamente de Discovery - foi genial. Novamente meus aplausos aos produtores. 

Acho que mostrar a personagem Tilly - que é encantadora - em uma situação inusitada, onde precisa ajudar - e mais que isso: conhecer, sentir empatia - por uma visitante alienígena foi um grande acerto. Apesar de considerar "Runaway" o mais fraco dos quatro Short Treks ele tem seu valor. Em última análise, apresenta uma história bonita. 

"Calypso", o segundo episódio, mostra uma Discovery abandonada, mil anos após os eventos mostrados na série. Intrigante, no mínimo, pois nos faz especular que em algum momento no futuro, a USS Discovery, por algum motivo misterioso, será abandonada - ou perdida - em algum ponto desconhecido da galáxia (o que explicaria porque o spore drive não é utilizado nas outras séries). E sua tripulação, onde foi parar? Não há nenhum vestígio de corpos dentro da nave, por exemplo. Somente um computador da nave, com identificação de gênero feminina, a espera de alguém. No fim, se trata de uma ótima história envolvendo inteligência artificial, no melhor estilo Star Trek, como já acompanhamos com Data, o personagem de holodeck professor Moriarty, o fabuloso Vic Fontaine, o Doutor de Voyager, dentre outros. 

Já em "The Brightest Star" vemos a origem de um dos personagens mais carismáticos de Discovery: o kelpien Saru. Curioso, como a melhor estirpe de cientistas da história, Saru, membro de uma sociedade pré-dobra, descobre uma forma de se comunicar com o espaço, conseguindo assim sair de seu planeta e explorar a galáxia, juntando-se à Frota Estelar. Creio que ao longo das próximas temporadas de Discovery as origens de Saru poderão ser muito bem exploradas, a partir desse pequeno conto de um alien irrequieto. Espero que os misteriosos ba'ul, que promovem a "colheita" de kelpiens, ocupando lugar central em sua sociedade, também sejam apresentados com mais detalhes. Já sabemos que no universo espelho são os humanos que escravizam e comem os kelpiens. Considero o melhor episódio dos Short Treks. 

Por fim, o quarto episódio, "The Escape Artist", remete diretamente a TOS com o trambiqueiro Harry Mudd. Sempre envolvido em mil trampolinages, Mudd se mostra sempre capaz de escapar. No fim, uma grande surpresa, que revela como consegue operar suas sensacionais fugas. Um episódio muito engraçado. 

Para concluir, acredito que os Short Treks representam um capítulo importante nessa atualização de Star Trek para o século 21. Espero que uma segunda temporada seja feita. Os fãs agradecem.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Confira os pôsteres para a segunda temporada de Discovery

Foram lançados lindos pôsteres para a segunda temporada de Discovery. No total são quatro, cada um apresentando uma dupla de personagens: Burnham e Spock, Culber e Stamets, Pike e Georgiou, Tilly e Saru. Todos eles trazem o slogan "Exploration is logical". Como todos os indícios tem mostrado até agora a temporada parece retomar a característica exploratória da série original. A estreia será no próximo dia 17/01 (no Brasil em 18/01, na Netflix). Vida longa e próspera a Discovery!